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Brasil

03/09/2018 às 08h43 - Atualizada em 03/09/2018 às 08h43

Incêndio atinge o Museu Nacional no Rio de Janeiro

Jefferson Santos
Campina Grande - PB

Um incêndio que destruiu o Museu Nacional, na Zona Norte do Rio, e transformou em escombros parte da história do país, foi controlado durante a madrugada desta segunda (3) e, desde o início da manhã, bombeiros trabalham no rescaldo das chamas. Agentes de 12 quartéis permanecem no local.

Segundo bombeiros que trabalham no local, praticamente tudo foi destruído. Quando as equipes chegaram ao local, por volta das 19h30, conseguiram recuperar itens da parte de botânica e alguns documentos. O restante foi completamente consumido pelas chamas.

O Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do país e tinha um acervo de mais de 20 milhões de itens. Aproximadamente 3 milhões de itens estavam em outro prédio.

“É inestimável, incompensurável. A gente está falando de um museu que formou uma coleção histórica na época que os grandes museus da Europa estavam se formando. Tinha pesquisa acontecendo, tinha a reserva técnica de material arqueológico. Perdemos a oportunidade de conhecer parte do passado do próprio Brasil", lamentou Claudio Prado de Mello, arqueólogo e historiador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os dois hidrantes próximos ao Museu Nacional apresentavam problemas no começo do combate às chamas. Não havia pressão suficiente. A solução foi apostar para um plano B: retirar água de um lago próximo para o caminhão da corporação e, assim, levar ao local do incêndio. O problema atrasou o combate às chamas.

De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros e secretário de Defesa Civil do RJ, coronel Roberto Robadey, o atendimento dos bombeiros foi rápido, mas o fogo já tinha grandes proporções quando a corporação chegou ao local.

“Nós saímos em 31 segundos do quartel. Temos o registro disso, o quartel mais próximo chegou e iniciou os primeiros combates. Já estava muito conflagrado. A gente imagina que em um ambiente fechado há algumas horas a combustão já estava se desenvolvendo e até que alguém detectasse, já tinha tomado muitos ambientes e, com esse material altamente combustível, o incêndio se desenvolveu rapidamente”, destacou.

O diretor-adjunto do Museu Nacional, Luiz Fernando Dias Duarte, afirmou em entrevista à GloboNews, que houve descaso de vários governos com o local. Segundo ele, há anos a instituição tenta verba para uma reestruturação.

"Passamos por uma dificuldade imensa para a obtenção desses recursos. Agora todo mundo se coloca solidário. Nunca tivemos um apoio eficiente e urgente para esse projeto de adequação do palácio. Para retirar a administração, arquivo e centro acadêmico do palácio."

Agentes da Subsecretaria de Bem Estar Animal estiveram no local e resgataram uma família de gatos que estava próxima ao local das chamas. Pelo menos cinco animais foran retirados. Ainda assim, é possível observar vários animais circulando pela região.

G1

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